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O que a tipografia (tipo de letra) da sua marca diz sobre ela?

O que é tipografia?

Toda empresa de sucesso tem uma marca forte. Toda marca forte tem uma tipografia certa. Toda tipografia certa tem por trás um estudo de design.

Portanto, escolher a fonte certa para sua marca é essencial para o sucesso da sua empresa.

A tipografia (tipo de letra) é uma ferramenta essencial do design gráfico, e tem extrema importância na construção do branding da marca.

A tipografia tem o poder de representar, graficamente, valores e posicionamento da empresa, além de despertar sentimentos e percepções no público.

A tipografia diz muita coisa sobre sua marca. Por isso, a escolha da tipografia certa para sua marca deve ser feita a partir de um estudo de design, onde serão avaliados todos os pontos estratégicos para sua empresa.

Por meio de um briefing detalhado, o designer irá captar a essência da marca e, seguindo critérios técnicos, traduzi-la em fontes tipográficas (tipos de letras) para a composição da identidade visual da empresa.

O problema é que poucas empresas percebem a importância estratégica da tipografia e da identidade visual para a alavancagem e consolidação do negócio, preferindo adotar soluções amadoras.

Um estudo chamado “Fonts That People Actually Use” dissecou os sites de 737 startups e concluiu que a maioria usa modelos disponíveis em bibliotecas como Google Fonts, Typekit e Font Squirrel.

Entre as fontes utilizadas por mais de 50% das startups estão “Helvetica Neue”, “Consolas”, “Open Sans”, “Roboto”, “Lato” e “Montserrat”.

Não há problema nenhum em usar esses tipos de fontes.

Contudo, a escolha de fontes por critérios aleatórios e de uso comum, simplesmente por serem “bonitas” ou “estarem alta”, sem ter por trás um estudo, faz com que sua marca não se diferencie das demais, seja apenas mais uma.

Ou pior: passe ao público uma percepção oposta àquilo que sua empresa é.

E não é isso que você quer, não é?

Então continue lendo para saber qual o tipo certo para sua marca.

Quais são os tipos de fontes?

Existem basicamente 4 categorias de fontes tipográficas, que deram origem a milhares de outras. São elas:

1) Com Serifa

Estilo que surgiu na época do Império Romano. Este grupo de fontes possui pequenas linhas nas extremidades das letras e números, utilizadas para aumentar o contraste e espaçamento entre os caracteres. Essa característica facilita a distinção das letras, o que as faz serem identificadas mais rapidamente.

É um estilo de letra que transmite tradição, confiança, seriedade, sabedoria, magnitude, erudição.

Exemplos de fontes com serifa: Times New Roman, Georgia, Courier New, Baskerville, Garamond, Caslon e Palatino

Exemplos de logotipos serifados: Zara, Canon, DreamWorks, Tifanny&Co.

Um subconjunto deste grupo são as fontes “slab serif”, com serifas grossas e maciças, passando um ar de confiança e força. Exemplos: Rockwell, Archer, Egyptian Slate e Memphis.

2) Sem serifa (Sans Serif)

As fontes Sans Serif apareceram na Inglaterra durante os anos 1820 a 1830. Não possuem prolongamentos nas hastes e geralmente têm uma aparência limpa, simples e moderna.

Fontes sem serifa transmitem modernidade e liberdade, são mais objetivas, joviais e minimalistas. É bastante utilizada na Web.

Exemplos de fonte sem serifa: Arial, Tahoma, Verdana, Helvetica, Avenir, Futura.

Exemplos de Logotipos sans serif: Facebook, Uber, Google, Babbo Giovanni.

3) Cursivas (ou Script)

As fontes cursivas também surgiram na época do Império Romano e eram utilizadas para redação de documentos. Para acelerar o processo de escrita os romanos alongavam e comprimiam as formas das letras. Com o passar do tempo habitou-se a escrever conectando todos os caracteres, surgindo assim as letras cursivas.

Este estilo de fonte passa uma sensação mais humanitária, artesanal, de feminilidade, elegância, criatividade e simpatia.

Exemplos de fontes cursivas: Embassy, Bodega, Kaufmann

Exemplos de logotipos com letras cursivas: Instagram, Cartier, Unilever, Coca-Cola, Hoplovers.

4) Decorativas ou Display

As fontes decorativas são fontes “desenhadas”. Portanto, elas são únicas, pois precisam ser criadas para cada marca. São fontes comemorativas, mais enfeitadas, que podem trazer no alfabeto símbolos e figuras, como animais e objetos, ou remetem à ideia de festa, quadrinhos, tecnologia, etc

São indicadas para marcas descontraídas, que desejam passar uma sensação mais informal para seu público.

Exemplos de logotipos com letras decorativas: Nubank, Disney, NutriBelle.

Estilos

Além das características inatas dessas fontes, podemos modificá-las aplicando efeitos para reforçar ou atenuar algumas características.

Por exemplo:

· Light: leveza, delicadeza, cuidado.

· Negrito: força, potência, intensidade, autoridade.

· Itálico: movimento, mudança, velocidade, dinamismo.

· Sublinhado: precisão, detalhismo.

· Minúsculas: praticidade, agilidade, singularidade.

· Maiúsculas: robustez, autoridade.

· Cor: a definição da paleta vai ser essencial para a definição da identidade da empresa.

Além disso, o tipo pode vir associado a um ícone no logo, aumentando ainda mais as possibilidades de singularizar a marca.

Geralmente, este tipo de logo oferece a possibilidade de diferentes assinaturas, seja usando apenas seu símbolo, sua tipografia, ou até versões verticais e horizontais da marca.

Há também casos em que a tipografia e os elementos gráficos são projetados de forma totalmente integrada, como em um emblema (exemplo: Pizza Hut e Starbucks).

O que a tipografia de sua marca diz sobre ela?

A escolha do nome é apenas o primeiro passo da jornada para criação do branding da sua empresa.

Depois, inicia-se o processo de criação da identidade visual, no qual entra a escolha da tipografia.

Para descobrir a fonte ideal, que seja “a cara da sua empresa”, é necessário um estudo onde são levados em consideração diversos aspectos da companhia, como por exemplo:

· História

· Valores

· Missão

· Propósito

· Segmento

· Diferenciais

· Posicionamento

· Tipo de produto ou serviço

· Público

· Mercado

·  Aspirações

Além disso, deve-se levar em consideração:

· Legibilidade: há muitos quesitos técnicos que definem a legibilidade de uma fonte, característica que determina sua facilidade de leitura. Alguns exemplos são a largura e espaçamento interno de seus caracteres, o kerning (espaçamento entre os caracteres e palavras), a inclinação e o peso.

· Estética: a forma como uma fonte é construída transmite informações visuais que carregam conceitos e comunicam ideias, dando personalidade a ela. Pela construção de uma fonte é possível perceber se sua estética é moderna ou clássica, se comunica algo relacionado à tecnologia e inovação, a uma determinada cultura ou período histórico, ou até se faz referência a um movimento artístico, por exemplo.

Portanto, como cada empresa é única, com sua história e peculiaridades, a definição da fonte certa só pode ser feita após este levantamento.

Através da análise das fontes, pode-se descobrir algumas características da sua empresa.

Alguns exemplos:

· Fonte Serifada com negrito: tradicional, séria, confiável

· Fonte Serifada em itálico: amigável, dinâmica

· Fonte Sem Serifa com negrito: moderna, impactante, forte

· Fonte Sem Serifa em itálico: ágil, prestativa

· Fonte Cursiva light: luxuosa, clássica, elegante

· Fonte Desenhada: divertida, jovial, intuitiva

Importante realçar que a fonte é apenas um dos itens que sustentam a identidade visual. A composição desses elementos é que irão, de fato, definir a personalidade da marca.

A inclusão de cor e ícones, por exemplo, podem mudar consideravelmente a conotação de uma fonte serifada e em negrito.

Como escolher a tipografia certa para minha marca?

Trabalhamos com paixão, com vontade de criar, de se reinventar a cada dia.

Apaixonados pelo que fazemos, queremos sempre o melhor para sua marca e não descansamos até conseguir resultados que nos enchem de orgulho.

Convidamos você a viver essa experiência de conectar pessoas através de ideias, de fazer sua marca sentir, ouvir e falar através do design e da boa comunicação.

Vem ser Roxo com a gente!