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Olimpíadas: um logo que é uma egrégora.

O evento esportivo mais popular do planeta merece um logo à altura.

Não é à toa que o logo das Olimpíadas é considerado um dos mais representativos da humanidade, por seu significado, minimalismo e universalidade.

O esporte é uma atividade que agrega, fortalece o espírito de colaboração, de trabalho em equipe, de aperfeiçoamento, de conquista, de celebração. Tudo com muito suor, trabalho, amor e lágrimas.

Os Jogos Olímpicos tem o poder de conectar as pessoas com uma intensidade absurda.

É um lance de alma, de essência.

De repente, parece que somos uma única unidade, um único ser, torcendo, vibrando, chorando, comemorando. A história de cada atleta parece ser a nossa história, e durante todos os dias da competição o esporte torna-se uma egrégora mundial.

Criado em 1913 por Pierre de Coubertin (fundador do Comitê Olímpico Internacional), o logo representa muito bem esse espírito, consistindo em 5 anéis de diferentes cores (preto, vermelho, azul, amarelo e verde) entrelaçadas, representando os 5 continentes.

As cores foram escolhidas com base na cor predominante nas bandeiras dos países que compõem cada continente.

Assim, temos:

  • Azul: Europa
  • Preto: África
  • Vermelho: América
  • Amarelo: Ásia
  • Verde: Oceania

Os anéis entrelaçam-se para dar voz a valores como o universalismo, o humanismo, a união e confraternização entre povos. Os aros são de cores diferentes também para representar o respeito às diversidades de todas as nações e contrastam com o fundo branco, que representa a paz entre os continentes.

Quando foi criado, esse símbolo tinha o objetivo de se opor ao nacionalismo exagerado que levava à tensão entre países no início do século 20.

Em todas as edições, a bandeira com o símbolo das Olimpíadas é hasteada em um mastro durante a cerimônia de abertura da competição. Ela é recolhida somente no final dos Jogos, quando é entregue ao prefeito da cidade-sede, para que depois seja utilizada novamente na próxima edição das Olimpíadas.

Logo por edição

Cada edição dos Jogos Olímpicos também tem um logo próprio, que geralmente leva em consideração a história e características de suas sedes.

De Atenas-1896 a Antuérpia-1920, havia apenas cartazes para representar a competição.

A primeira edição com uma logomarca de fato foi a de Paris-1924. Quatro anos depois, em Amsterdã, não houve logo, mas a tradição ganhou força em 1932 (Los Angeles) e, de lá para cá, marcou presença em todas as edições.

Simples ou complexas, algumas marcas entraram para a história, como a de Tóquio-1964, com o símbolo do país, e a do México em 1968, com linhas paralelas que ficaram famosas.

Los Angeles, que já tinha feito história em 1932, voltou a inovar em 1984, quando integrou logomarca, mascote, cores e conceitos numa concepção visual que se espalhou por todo o mundo.

Mascotes

Além dos Anéis Olímpicos, existem outros símbolos utilizados e que representam o espírito das Olimpíadas, como a tocha, as medalhas, o lema Citius, Altius, Fortius (mais rápido, mais alto, mais forte) e, claro, os mascotes.

O primeiro mascote oficial foi apresentado na Olimpíada de Munique, em 1972. O Waldi, como era chamado, foi inspirado na figura de um cachorro da raça dachshund, muito comum na região.

Desde então, os países que receberam os jogos criaram mascotes com base em suas características regionais. Já teve urso, águia e até montanhas personificadas, mas o que mais inspirou a criação de mascotes olímpicos foi a mistura de elementos.

Nos jogos de Pequim, em 2008, por exemplo, foram cinco mascotes representando desejos. Em Londres e Atlanta, os personagens criados não tinham formas de animais, eram desenvolvidos em computador e misturavam diversos formatos.

Na Olimpíada do Rio de Janeiro, o mascote recebeu o nome de Vinícius, em homenagem a Vinícius de Morais, e é uma mistura de vários animais da nossa fauna.

Já as Olímpiadas de Tóquio contam com dois mascotes. Miraitowa é um personagem jovem e com senso de justiça forte. O nome faz alusão ao futuro, com desejo que ele continue sempre.

Já Someity é a mascote das Paraolimpíadas e foi inspirada nas árvores de Sakura, símbolo do Japão. O nome representa a gratidão e admiração ao povo japonês e aos jogos.

Uniformes

Nas Olimpíadas da Grécia antiga, os atletas competiam nus. Hoje, os uniformes representam muito mais do que a nacionalidade dos competidores, eles também são um diferencial para o desempenho.

Os tecidos tecnológicos são produzidos com base em pesquisas feitas por empresas têxteis e grandes universidades ao redor do mundo e visam levar aos competidores roupas mais apropriadas e capazes de evitar o desgaste físico.

Há também o conceito estético. As marcas de material esportivo contratam estilistas famosos para assinarem suas linhas de competição. Nas Olímpiadas do Rio, por exemplo, os uniformes da Itália eram da Giorgio Armani, dos Estados Unidos da Ralph Lauren e da França, Lacoste.

Nesta mesma edição, a Vogue fez uma votação dos uniformes mais bonitos, que teve os seguintes vencedores:

  • Cuba (Christian Louboutin)
  • Brasil (Lenny Niemeyer / C&A)
  • Itália (Giorgio Armani)
  • Canada (Dan e Dean Caten)
  • Estados Unidos (Polo Ralph Lauren)
  • Suécia (H&M)
  • Reino Unido (Stella McCartney)
  • Austrália (Sportscraft)
  • França (Lacoste)
  • Coreia do Sul

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