Estúdio Roxo

Naming: Quando o diferente é bom.

10 Set. 2018
categoria Branding + Marketing

Google, Yahoo e Apple. Algumas das maiores empresas de hoje são nomeadas com nome estranhos ou que não remetem imediatamente ao serviço/produto que ela oferece.

Às vezes, não é culpa da empresa. Há uma piada que as vogais são muito caras no Vale do Silício e os fundadores não podem arcar com nomes de domínio normais.

Outros se esforçam para chegar a algo um pouco diferente. Estamos todos tão acostumados a grandes marcas impondo o seu caminho em nossas vidas que nem paramos para pensar nisso. Claro, enquanto essas marcas podem ser populares, poucos de nós pensamos em como elas foram criadas.

Bem, acontece que esses nomes de marcas são quase sempre selecionados com uma mensagem ou ideia específica na mente de quem as criou. Alguns utilizam palavras inteligentes enquanto outros fazem referências históricas. Cada um tem sua própria história de fundo intrigante!

Existem muitas categorias de nomes para uma marca, selecionamos as mais utilizadas para exemplificar:

Descritivo: a palavra já diz por si só, ou seja, ao ler o nome da marca você consegue entender o que ela oferece, pois ela descreve de qual ramo é ou qual serviço presta, por exemplo: Telefônica, O Boticário, Nestlé Farinha láctea e Frango Assado.

Associativo: Essa categoria sugere o que a marca é ou oferece através de ideias correlacionadas. Veja os exemplos: Natura, Minuto, Activia ou Pedigree.

Patrimônio Topônimo: aqui o nome escolhido vem de família. Ao utilizar esse tipo de nome se constrói uma ponte direta com a origem da marca utilizando nomes próprios significativos, quer ver? Walt Disney, Lacoste, Kopenhagen e Salinas

Acrônimo: Esta categoria sintetiza a informação, muitas vezes reduzindo a SIGLAS utilizando as iniciais dos serviços prestados da empresa. Estão em nosso dia a dia: TAM, IBM ou C&A.

Transgressores: Rompe. Subverte os padrões do segmento ou mercado usando ideias e formatos inovadores. Por serem os mais “diferentes” desperta a curiosidade da maioria das pessoas e nós escolhemos os mais curiosos para explicar a origem da escolha. Então dê uma olhada:

Volkswagen: em alemão, a Volkswagen se traduz em “carro das pessoas”. A ideia por trás da criação e do nome da empresa era que, na época em que foi iniciada na década de 1930, os carros ainda eram itens de luxo. Assim, a Volkswagen queria tornar os automóveis mais disponíveis para o cidadão comum.

Nokia: Em 1865, um homem finlandês chamado Frederik Idestam abriu uma única fábrica de papel. Ele foi tão bem sucedido que abriu uma segunda empresa, que ficou ao lado do rio Nokianvirta. Inspirado pelo corpo de água, ele nomeou sua empresa Nokia AB. Ao longo dos anos, a empresa conquistou uma fatia de vários mercados, incluindo geradores e, eventualmente, produtos eletrônicos.

Cadillac: Nomeada após o soldado e explorador francês Antoine Laumet de La Mothe Cadillac, de 1600, esta empresa de carros acabou por emergir da segunda tentativa fracassada de negócios do fundador da Ford Motor Company, Henry Ford.

3M: abreviação de Minnesota Mining and Manufacturing Company, a 3M foi originalmente um começo lento para os cinco homens de negócios que desenvolveram a marca no início dos anos 1900. Seu primeiro projeto foi a mineração do mineral corindo em Crystal Bay. Enquanto isso, eles perceberam que o mineral tinha elementos adesivos.

Volvo: O que começou como uma empresa sueca de rolamentos de esferas acabou por se tornar num dos maiores fabricantes de automóveis do mundo de hoje. O nome em si se traduz como “eu rolo” em latim. Esses rolamentos de esferas certamente estavam rolando, mas seus carros estão rolando muito mais rápido!

American Express: O que começou como um serviço de entrega rápida, que combatia o serviço postal americano em 1850, tornou-se uma forma de as pessoas fazerem compras da mesma maneira rápida. As pessoas por trás da empresa notaram que seus maiores lucros vieram da realização de entregas transbancárias. Então, eventualmente, eles começaram a se inclinar para empregos relacionados a bancos, o que os levou a se tornar uma equipe de entrega financeira.

Bluetooth: O nome da marca desta empresa é uma referência direta ao rei Viking Harald Blatland, cujo sobrenome na verdade se traduz como “bluetooth”. Como a história conta, ele tinha um dente morto que havia se tornado azul ao longo do tempo. Sua realização mais notável foi estabelecer uma relação de trabalho entre duas partes vikings sem o uso da violência. Isso, acreditava a empresa de tecnologia, era um método prático para a maneira como eles gostariam de realizar negócios.

Google: Em 1997, o que hoje conhecemos como Google era chamado Backrub. Eles decidiram mudar o nome para Googol (Um googol é um número muito grande: 10^100 para ser exato), mas quando eles registraram o domínio, eles digitaram o Google!

Apple: Na biografia de Steve Jobs, Jobs disse a Walter Isaacson que ele estava “em uma das minhas dietas frutíferas” e acabara de voltar de uma fazenda de maçãs e achou que o nome soava “divertido, espirituoso e não intimidante”.

Häagen-Dazs: O fundador inventou o nome dinamarquês Häagen-Dazs porque achava que ele transmitia uma “aura das tradições e do artesanato do velho mundo”. Ele acrescentou um trema, mesmo que esse sinal de pontuação não exista na língua dinamarquesa, porque ele achava que isso faria seu produto se destacar.

Quem Disse, Berenice?: A marca foi criada para quebrar regras e começou pelo nome. Quem disse, Berenice? É um expressão brasileira que significa: “Quem disse que tenho que fazer desse jeito?” Tudo a ver com a marca de maquiagem que incentiva a mulher a ser do jeito que ela quiser.

Chanel Nº 5: a marca de perfume mais conhecida do mundo tem esse nome graças a sua criadora, Coco Chanel, e por ser a quinta fragrância da marca e número da sorte de Coco. Legal, né?

Procura um nome original para sua empresa? Nós podemos te ajudar. Vem ser Roxo com a gente.

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